Que belo poema!
Há uns dois dias, remexendo velhos papéis, encontrei esse belíssimo poema:
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre saber sabê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça,
é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.
Eu te amo porque te amo bastante ou demais em mim.
Porque amor não se toca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.
Acompanha-me deve fazer uns três anos, e eu nem me lembrava mais dele. Sua profundidade teve significado e me tocou desde o primeiro momento. Talvez, na época, eu estivesse mesmo precisando dele.
Antes que alguém me julgue mal, seu autor é ninguém menos que Carlos Drummond de Andrade. E eu assino embaixo.
Escrito por J.Celso às 19h15
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