Dia de lembrar e agradecer
Há um Pai e Amigo que me abençoa e nunca me abandona, que está sempre presente em todas as dificuldades e a quem não canso jamais de agradecer.
Em particular, hoje é um dia para agradecer de forma especial pela data que vivo. Foi em 31 de julho que me casei e, com certeza, Deus se esmerou ao permitir que eu encontrasse aquela ao lado de quem venho, desde então, procurando construir uma família unida, enriquecida com as filhas que nos foram dadas, o Deus que nos enseja encontrar forças para superar os momentos difíceis, em conseqüência da própria “longevidade” – 36 anos – que resulta em dar margem a dores e machucados, atitudes e sentimentos equivocados, interpretações e reações descabidas e irracionais. Quem sabe, frutos de um certo “cansaço”, motivo para rediscutir a relação e reiniciá-la em base mais sólida. Afinal, somos seres humanos, falíveis, sujeitos a desacertos, mas, principalmente, capazes de compartilhar e compreender, perdoar e acreditar que o porvir pode ser mais feliz.
Onde andará Tamico que nos apresentou e apadrinhou? Há tanto tempo não temos notícias uns dos outros, que saudade!... O padrinho que estava a seu lado no altar de nosso casamento, esse eu sei que foi para o lugar dos bons, daqueles que não merecem sofrer, embora haja partido muito cedo. Lúcia e Betão completavam o quarteto de um lado. Do outro, estavam Marta e Rodolfo, Lea e Krebs.
A Igreja de Santa Teresinha, do Palácio Guanabara, foi de onde partimos, unidos pelo representante de Cristo e abençoados por uma seleta quantidade de parentes e amigos, para essa caminhada nem sempre reta, nem sempre com horizonte claro, enfrentando chuvas e tempestades, porém solidários e cúmplices, predispostos a resgatar os compromissos assumidos, resolvidos a não nos deixar vencer por entraves e a esquecer dissabores eventuais, cônscios da importância de mostrarmos, principalmente a nós mesmos, que, não sendo “duas metades”, isso não significa dizer que os dois não possamos, malgrado as diferenças pessoais, respeitar cada um a individualidade do outro e, juntos, enquanto Deus nos permitir, nos ajudarmos mutuamente na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, na alegria ou na tristeza.
Obrigado, Pai Amado, pela pessoa verdadeiramente iluminada que foi posta em meu caminho a quem espero amar por toda a minha vida.
Escrito por J.Celso às 14h36
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