Segundo Turno
Ainda bem que a campanha eleitoral está chegando ao fim. Depois de 29 de outubro, uns choram e outros lamentam. Uns poucos irão rir, porém somente terão esse “prazer”: os que continuarão ou os que voltarão a usufruir as mordomias e as benesses do poder.
Por mais que eu haja pedido, reiteradas vezes, para que me poupassem de me mandar suas convicções (cada um tem a sua, aprendi em 89 com Covas), continuei recebendo dezenas de tentativas de vários amigos, a pretenderem me convencer a votar em Alckmin ou em Lula. Tempo perdido. Já declarei que não voto pela cabeça dos outros NEM PROCURO CONVENCER NINGUÉM A VOTAR PELA MINHA (nem a esposa e as filhas). Não quero me responsabilizar pelo eventual desengano ou desencanto de quem seja eleito por voto seguindo recomendação minha. Basta o arrependimento de havê-lo feito em 1994.
Quero, apenas, fazer dois comentários rápidos sobre prévias e prognósticos ou profecias:
a) guardei UM e-mail recebido em 19/9, dando conta de uma pesquisa “impedida de ser divulgada” (por quem estaria sendo impedida? Pelo TSE?), que ouvira 1.780.000 eleitores, em todos os Estados do Brasil, de todas as faixas etárias e níveis sociais e sexos (destacando, por UF, homens, mulheres e “homossexuais”, o popular terceiro sexo). Apontava 50,3% de votos para Alckmin e 20,8% pra Lula NO PRIMEIRO TURNO. Dizia que Lula seria derrotado em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão e ganharia no Acre. Haveria empate em Amazonas e Paraíba. Acertou em relação ao Sul Maravilha e ao Sudeste, mas houve muito mais erros do que acertos. Prevê, no 2º. Turno, vitória de Alckmin por 57,8 a 34,9, mais nulos e brancos;
b) circula por aí, e lhe dão muito crédito, a profecia de um tal Juscelino, assegurando a vitória de Alckmin e de Denise Frossard, com excelentes governos. Contudo, as últimas pesquisas contrariam uma e outra profecias. Esse Juscelino é um conhecido “profeta” do que aconteceu, principalmente no Ministério Público Federal, a que costuma enviar, depois do fato, cartas dizendo que previra isso e aquilo. Por exemplo, dia 02/10, mandou sua profecia sobre a queda do boeing da Gol “que ele previra uma semana antes”.
Quando votei pela primeira vez, eu era eleitor no Rio de Janeiro, havia a questão de derrotar Lacerda (na verdade, seu candidato, Flexa Ribeiro) no meio em que eu vivia (universitário) e a tese do voto útil mandava descarregar em Negrão de Lima (parece que funcionou). Não arredei pé de votar em Aurélio Vianna, a quem admirava.
Pra Presidente, já revelei, fui entusiasta de Covas em 89 e de FHC em 94. Perdi os dois votos. Aliás, no segundo turno de 89, segui a orientação de Covas, dada em reunião a que, se não engano, compareceu o então Dep. Federal Geraldo Alckmin Filho: “sou Covas, estou Lula”. Para não votar em Collor, eu iria mesmo votar em Lula.
Vamos começar a pensar em 2010. Essa acabou, perdemos todos qualquer que seja o eleito.
Escrito por J.Celso às 21h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|