Fim da linha, até 2010
Agora que acabou (as urnas estão recebendo os votos e daqui a pouco dirão o que o eleitor, em sua maioria, quer), vou abordar pela última vez o tema eleitoral de 2006.
Quando o candidato tucano ia ser entrevistado na CBN, encaminhei a pergunta abaixo, que não sei se foi censurada pela equipe do candidato ou pela equipe de entrevistadores:
“pergunto ao candidato:
se ninguém sabe o que conteria o suposto dossiê, que não chegou a ser divulgado ou apreendido (só apreenderam dinheiro a rodo), como afirmar que:
- ele seria desfavorável a A ou B (Serra, Alckmin, Lula, Mercadante, Heloísa Helena, Cristóvam,...)?
- que ele é falso, como reiteradamente afirmado na propaganda do candidato do PSDB-PFL?
Será que essas afirmações feitas não são porque quem afirma conhece o dosssiê ou, quem sabe, o elaborou?”
Estaria eu, uma vez mais, bancando a Velhinha de Taubaté?
O PT e o governo infringiu uma lei básica, que Nelson Rodrigues (Boca de Ouro) ensinava: Tem-se que negar sempre! Na peça (e no filme), Boca diz: uma vez, eu estava transando com uma dona quando o marido dela entrou no quarto; ela negou com tanta veemência que até eu fiquei em dúvida.
Pois é, foi uma burrice ímpar o povo do PT sequer lançar a dúvida. Acatou como verdade acabada tudo o que foi jogado no ventilador. E perdeu muitos votos com isso. Nem que seja o daqueles que anularam o voto, enojados e dispostos a não votar no Alckmin, qualquer que fosse o motivo de sua rejeição ao candidato.
A investigação ainda está a caminho. Suponhamos que, a exemplo do caso da Secretária-Executiva do PSDB em Pouso Alegre já evidenciado, tenha havido infiltração de quintas-colunas nas hostes do PT e no governo para minar as bases por dentro. Valdomiro Diniz foi pessoa indicada e avalizada por Garotinho, por quem foi designado para ocupar importante cargo no governo dele no RJ, entre 98 e 2002.
Quem garante que esses dois agora presos com dinheiro (é crime ter dinheiro em espécie?) não foram plantados, cooptados ou comprados para agir por políticos tradicionalmente organizadores ou denunciadores de dossiês? Em troca de uma boa grana, ilustres desconhecidos fingem-se de petistas, aproximam-se de importantes figuras do governo, ganham sua confiança, ingressam nas campanhas, assumem cargos e depois, conforme o roteiro estabelecido, fazem uma grossa besteira (própria de “aloprados”), para, ainda seguindo o roteiro, serem "flagrados" em determinado lugar adrede escolhido com sacos de dinheiro que ninguém sabe de onde veio e, imediatamente, confessarem que “era pra comprar um dossiê contra Serra e Alckmin”.
Já imaginou se descobrem agora, depois do segundo turno, que eles eram tucanos ou peefelistas de carteirinha, filiados a um dos partidos? Ou ao PPS (lembram-se? Este era o "partidão", o PCB, aquele da clandestinidade entre 45 e a anistia; agora está com Alckmin e não abre, forçou Denise Frossard a se contradizer e se desmoralizar, juntou-se aos antigos adversários históricos, ou seja, ACM, usineiros, banqueiros, industriais da Fiesp e da CNI, latifundiários, etc.).
Eta Brasil brasileiro, terra de mulato inzoneiro! (Alguém sabe o que quer dizer inzoneiro? Mexeriqueiro, mentiroso, intrigante, ..., apud Aurélio)
Escrito por J.Celso às 13h40
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