Mudança de ano
Houve um fim de ano em minha vida com uma particularidade e um significado diferente: era a véspera de minha viagem (de mudança) para o Rio de Janeiro, dia 1º/01/1960. Contava eu quase 15 anos (que iria completar na Cidade Maravilhosa uns poucos dias depois) e, evidentemente, fui dormir cedo para estar no aeroporto Augusto Severo às 07h00 e pegar um Skymaster, do Lloyd Aéreo. Pousamos em Recife e Salvador, antes de chegar ao Santos Dumont, onde meu pai me esperava. Era um domingo. À tarde, fomos ao Maracanã (Torneio Rio-São Paulo, São Paulo x Fluminense).
As passagens de ano, provavelmente devido à idade, até aquele dia não me trazem recordações, não me lembro de nada que fizesse alguma delas memorável.
A partir de 1960, eu disse isso há dias, meus réveillons foram passados na Praia de Copacabana, exceção feita a dois ou três, até que me mudei pra Brasília, lógico: o de 1970, quando eu morava em Recife (primeiro depois do casamento, data do casamento de Hamilton, da GTE, que trabalhava na implantação do sistema Recife-Fortaleza); de todos os outros, entre 1960 e 1969 e de 1971 a 1981, um deles eu passei em Açu-RN (1963) e outro (acho que o de 1965) em um ônibus vindo de Madureira, de onde saí atrasado e / ou peguei engarrafamento.
De 1982 pra cá, fomos ao Rio umas cinco vezes, se muito, para ver a queima de fogos (não havia esse espetáculo enquanto eu morava lá, pois a festa era dos terreiros de candomblé, onde tomávamos passes e admirávamos as iansãs incorporando santo).
Repito que muda muito pouco de 31 de dezembro pra 1º. de janeiro, o que existe é a ilusão, ou a esperança. Passei muitos réveillons alegres e alguns tristes (daqueles para não querer lembrar e, sobretudo, não reviver). Japiassú tem razão, devemos deixar o passado pra ontem, vivermos o hoje e confiarmos no amanhã.
Que 2007 seja melhor que 2006. Que, como diz a Globo, “nossos sonhos sejam verdade”, o futuro recomeça a cada novo dia. Devemos ter confiança no porvir, dando uma gota de energia para a consumação dos ideais, da realização do bem-estar coletivo, do progresso necessário e desejado. Um dia, se Deus quiser, vamos chegar lá.
FELIZ ANO NOVO!
Escrito por J.Celso às 12h22
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