O que me irrita
Já me referi antes a blogs e grupos de relacionamento. Sem falar nesses portais abertos tipo youtube. Adianto que não sei pôr nada nesses últimos, embora (se eu quisesse) encontraria ajuda fácil para isso.
Não é esse o enfoque que quero dar. O que me “assusta” é o prazer que certas pessoas têm de entrar em comunidades, grupos de relacionamento, e-mails ou blogs somente para atrair incautos e fazê-los contaminar seus PC com vírus. Não basta ser “spam”, tem que ser um pouco mais: dar o trabalho de ter de passar anti-vírus ou reformatar o PC a quem cai na esparrela de abrir certos convites (nem sempre se consegue bloquear a contaminação).
Às vezes, me dá vontade de largar msn, Orkut, grupos de relacionamento, deixar de ter e-mails, etc.
Um dos vários e-mails que tenho (são destinados a fins diversos, embora haja quem não saiba disso, ou finja não saber, mandando a mesma mensagem para dois deles, quando bastava mandar para UM), recentemente, passou por uma reestruturação (fiquei uns dois meses sem poder acessar). Depois disso, a quantidade de spams é enorme, trocentas vezes maior do que era antes. Parece que tudo enviado a endereços que comecem com “jc” vem pros meus dois endereços iniciados pelas citadas letras (jcneto e jcelso). A quantidade de remetentes bloqueados por mim cresce diariamente, e já deve ter ultrapassado algumas centenas (chegam mais de 20 por dia). Por motivo que não consegui descobrir, não salva mais as passwords, obrigando-me a digitar cada vez que quero abrir.
Uma outra questão é a falta de semancol de quem “tem certeza” de que está agradando. Há um que, mal informado, aceitei por amigo e que entope minha caixa de entrada com mensagens diárias (pelo menos uma). E ainda insiste em me convidar para uma comunidade self-promotion (sou um poeta aposentado, parei de escrever há uns 4 anos. Nem mesmo glosas eu cometo mais. Enferrujei, perdi o jeito, desaprendi. Ou perdi o gosto, não tive mais inspiração. Quis parar, enfim). Procurei dizer-lhe que podia parar de me enviar seus sonetos e suas glosas, que eu não fazia questão de receber, mas não fui claro, não me fiz entender.
A terceira, é a quantidade de correntes e invenções “geniais” que são reencaminhadas (automaticamente?). Eu não tenho listas de contatos para não reencaminhar tudo o que recebo a todos, indistintamente, as tais “undisclosed-recipient”. Quero ter a opção de escolher a quem reencaminhar mensagens, digitando seus endereços. Ao receber (algumas vezes ,de volta o que eu enviara) essas mensagens, certamente, dou mais valor a quem se deu ao trabalho de me selecionar, especificamente para aquele envio. Como se não bastasse, ainda mandam a cadeia inteira, o que nos obriga a abrir um, depois outro, um terceiro, um quarto,.... uma infinidade de janelas, para saber o que foi que me quiseram mandar (conheço muita gente que apaga sem ler; eu apago depois, se não me agradar). Por exemplo, a famosa história da fraude na Mega Sena (escorreitamente, megassena).Pô, pára de jogar, mas deixa os outros fazerem sua fezinha! Nesta semana, um aposta de R$ 1,50, numa lotérica onde somente gente pobre aposta, ganhou a bolada. Será prova suficiente de que é invenção? Na outra semana, morreu um que também ganhara sozinho, um ex-ambulante de beira de estrada. É falta de ter o que fazer inventar essas lorotas. Chegam a fazer estatísticas de que bolas caíram na primeira dezena, na segunda dezena, etc. Ignoram que são tantas bolas no globo quantos sejam os números que concorrem, uma bola para cada número que concorre (não são sorteadas duas bolas para cada dezena). Havia uma história de crônica atribuída a Alexandre Garcia ou Franklin Martins que já começava com a afirmativa errada de ser Jutahy Magalhães do PFL. Falta de atenção ou de saber?
Arre égua!
Escrito por J.Celso às 12h33
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