Quase todo dia é dia de festa
Hoje também é, lá em Fortaleza, onde eu gostaria de estar para beijar meu queirdo tio Eudoro.
Desde muito cedo ele se mudou praquela cidade, primeiro para estudar, e foi ficando..... Constituiu família e nunca saiu do Ceará.
Escrevi um dia que ele era aquele tio distante (havia outro, militar, que morava no Rio), e que eu vira umas duas vezes na vida. Até que resolvi ir passar umas férias em sua casa, nos meus 14 anos, e me apaixonei por todos (ele e suas mulheres, a "desejada" e 3 filhas). Sempre que pude, desde então, ia vê-los, curti-los. De 1969 a 1971, ia muito a serviço a Fortaleza, e aproveitava cada momento.
Faz mais de 15 anos que não nos vemos, não tenho certeza de tê-lo visto em dezembro de 92; lembro-me de ter visto as filhas, mas não me recordo de Eudoro e Desirée.
Conto poder ir abraçá-lo em breve, para ver como vai sua surdez (que já existia em 1959) e como anda sua placidez. Seu humor característco, mordaz, porém ingênuo. Ou conhecer o apartamento de Aldeota, pois só estive na casa da Senador Pompeu 2224 e no Sítio Micróbio.
Todos que o conhecem o idolatram, e ele merece muito mais.
Escrito por J.Celso às 22h01
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