Vai-se mais um pedacinho de mim...
Vai-se mais um pedacinho original meu, sem estepe nem reparo. Amanhã, meu menisco medial do joelho esquerdo vai ser “videoartroscopiado” e, provavelmente, jogado na lata de algum lixo hospitalar.
A tarde de hoje foi tensa e corrida. A solicitação que o médico fizera em junho (mais ou menos dia 13) já estava “vencida” e não era para ter sido dirigida ao convênio (Pame/ Amap/Embratel), porém ao hospital, e este é que teria que mandar um orçamento do material cirúrgico para prévia aprovação.
Voltei à consulta dia 01/8 (o médico estava de férias ou coisa parecida), preencheu tudo de novo em formulários novos (TISS) que deveriam ser levados ao setor de internação e ao centro cirúrgico para as providências necessárias a cada qual.
Ontem, às 14h30, descobri que nada fora ainda feito, tendo eu mesmo ido levar. Pedi urgência e saí com a promessa que ontem receberia o retorno.
Hoje, ali pelas 9 ou 10 da manhã, soube que nada chegara na Embratel/Pame-Brasília.
Às 15h, tornei a ligar e soube que ainda estavam esperando. Liguei para o médico e desmarquei o que estava agendado para amanhã às 10h por falta de autorização decorrente do atraso verificado. Ele ficou de se entender com a secretária dele no hospital para que ela apressasse como possível, já imaginando que somente na quarta-feira daria tempo para me operar.
De repente, depois das 16h30, teve início uma série de telefonemas, e em meia hora, aproximadamente, estava tudo autorizado. Mas, aí, precisava voltar a falar com o cirurgião e sua equipe, que àquela altura já agendara outro compromisso para a mesma hora, em outro hospital.
Deu tudo certo: jejum desde o jantar de hoje, internação o mais cedo possível amanhã (7h00) e, espero, cirurgia sendo iniciada às 8h, anestesia peridural, com previsão de 45 min de duração, repouso no pós-operatório de algumas horas, alta hospitalar no final da tarde, muletas e pelo menos três semanas de repouso, antes de começar a hidroterapia.
Resumindo, graças à disposição e ajuda (amizade, talvez) do Valdir e da Dilma (Pame-Brasília), deu para resolver o que demandaria 2 dias em menos de 2 horas. Eu já dissera que aqui o Pame é jóia, é DEZ! Reafirmo. É ótimo contar com gente como eles que compensam até o atraso da parte com que precisam contar para dar a partida (hospital, centro cirúrgico, etc.).
Espero poder mexer os dedos e catamilhar aqui o relato de minha experiência mais rápido do que, por razões óbvias, pude fazer em abril quando operei a catarata.
Escrito por J.Celso às 20h42
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Um dia especial
Mais um ano se passou, e chega outro 31 de julho, data relevante em minha vida. Amanhã, faz 37 anos que casei. Se fizer um balanço criterioso, deve dar uns 30 ou 32 anos líquidos de vida em comum, tantas foram as viagens, os afastamentos, alguns bem demorados.
Meus quase 31 anos de Embratel me mantiveram longe muito tempo e muitas vezes. As viagens resultavam em diárias, o que sempre servia para complementar a receita. Em um ano que não me lembro qual, deixei de conhecer Manaus (outra viagem sempre almejada) porque o 31 de julho cairia no meio. Luiz Flávio Maia Machado me substituiu e, pasmem, nessa viagem passou o 7 de Setembro lá, se não me engano.
No início, ainda na NE, ela me acompanhava nas viagens, ainda que desconfortáveis, pelas estradas poeirentas (houve uma grande seca em 1970/71) sem boas hospedagens nem boa alimentação para quem estava acostumada com a vida no Sul Maravilha.
Quando viajava para Natal, Fortaleza, Salvador ou João Pessoa, menos mal. Os hotéis eram de boa qualidade (quando não havia pensão ideal), porém eu a levava a Tomé, Serra de São Bento, Barcelona, Cerro Corá, ... quantas repetidoras que nem sei mais onde ficam ou se escondem!
Com a volta ao Rio, em 1971, e a chegada das filhas, ficou mais difícil viajar acompanhado, e foram inúmeros os surveys, os testes em campo, os cursos, as reuniões, os seminários e as missões, algumas no exterior (Genebra e Helsinque). A vinda para a Telebrás, cedido por empréstimo no programa de intercâmbio de experiências (PIEx), determinou que nos mudássemos para Brasília e eu fosse, de fato, trabalhar por mais de um ano, até ter meu infarto, em Campinas (CPqD).
Fiquei um mês em Cuiabá dando um curso (1987), passei quase três meses no Rio fazendo cursos de tecnologia digital, realizei testes de aceitação em Campo Grande, Cuiabá, Livramento e Rondonópolis, cada um deles com duração maior que 30 dias. Um realinhamento no rádio digital no sistema Belo-Brasília, em 1991, me manteve semanas afastado de casa.
Sem contar as viagens “rápidas”, inferiores a uma semana, ou mesmo do tipo vai de manhã e volta de noite. .Aliás, em 1981, fui compelido a vir dar um curso no CNTr-TB, contra minha vontade, com duração de 6 semanas. Minha última tentativa para me livrar do encargo foi condicionar minha participação a passar todos os fins de semana em casa, com o que a Telebrás concordou.
Em compensação, já comemoramos nosso aniversário de casamento em Florença (1992), Alingsås - Suécia (2000) e na Cidade do Cabo (2002), conquanto a maioria das vezes haja sido mesmo em Brasília (de 1982 até 2007, exceto aquelas três vezes). O primeiro ano foi no Rio, recém-chegados da NE, e, coincidentemente, no dia em que a mudança chegou. O terceiro aniversário de casamento foi curtindo a primeira filha nascida 17 dias antes. Em 1972, resolvemos ir celebrar num restaurante chique, o Berro D´água, no Panorama Palace (Ipanema), e saímos de lá (depois de pagar caríssimo) para o Bob´s, onde pudemos, enfim, saciar a fome.
Tanto ainda a comemorar, pois confio na graça divina para nos permitir superarmos juntos as adversidades naturais (mente, desconfio, quem diz que um casal consegue passar tanto tempo sem rusgas e desentendimentos).
O que Deus uniu o homem não separa!
Escrito por J.Celso às 21h03
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