Dando notícias
No sábado 04 de agosto, submeti-me à videoartroscopia para me despedir de meu menisco medial esquerdo, velho companheiro de muitas jornadas e que pediu penico, abriu o bico, se esfacelou. Segundo o cirurgião, a patela também se esfarelou, sendo necessário reconstruir a cartilagem lesada.
Em tese, passado o sufoco e a expectativa da sexta (véspera), sem saber se operava ou não no sábado, tudo correu bem, iniciando-se mais ou menos às 13h30 ou 14h00 (“apaguei” com o sedativo aplicado pelo anestesista. Embora eu pretendesse ficar acordado para acompanhar; acho que o homem imaginou que eu ficaria muito ativo e optou por me fazer dormir). Quando despertei, estava ainda no centro cirúrgico, na fase pós, enquanto esperavam que eu mexesse as pernas (sinal de reassunção dos movimentos, e fim da anestesia) - o que eu apreendera 4 anos atrás, quando Évelin permaneceu 6 horas quietinha, pois ninguém lhe dissera que deveria mexer-se para dar aquele sinal -, curiosamente, demorando mais para eu sentir a perna não operada que a esquerda.
Pernoitei no hospital e fui ter alta às 11h00 do domingo. Não sei quando ou onde, mas algo aconteceu sem maior registro aparente, e já naquela tarde Rebecca notou que eu estava com a boca torta. Comentou comigo eu passei a prestar atenção. Fui sentindo a mesma coisa que se sente quando se sai de um dentista com a boca anestesiada, aquela coisa pesada, dificuldade de falar, e que, em vez de passar, ia piorando. Na quarta-feira, 8, voltei ao consultório do cirurgião para uma primeira (ou seria a segunda?) avaliação, tendo ele me encaminhado (em face da reclamação da boca torta, que imaginei pudesse ser resultado da anestesia ou da medicação) a um neurologista, que rapidamente diagnosticou uma paralisia facial periférica, com três ou quatro possíveis causas, afastando, contudo, aquelas duas que o leigo aqui supusera. Prescreveu fisioterapia motora “em face”.
O cirurgião já mandara fazer fisioterapia e hidroterapia. Iniciei as duas fisioterapias na segunda 13, a da face diariamente e a do joelho três vezes por semana. Tirei os dois pontos no dia 15. E amanhã vou para a avaliação inicial da hidroterapia que, provavelmente, só vai começar na terça-feira da semana que vem (21 de agosto).
Resumindo, até o final de setembro vou ter terapia diária por conta do joelho, intercalando um dia de fisio e o outro de hidro (espero que os movimentos da face requeiram não mais, ou muito mais, que umas quinze ou vinte sessões. Ou seja, até 31 de agosto, talvez, eu já haja findado, mesmo que continue em casa fazendo caretas diante do espelho várias vezes ao dia e soprando balões, chupando canudinho e bochechando para exercitar os músculos). Já se nota alguma melhora, mas meu riso mostrando os dentes está bastante prejudicado ainda, só aparecendo a metade direita da arcada (tenho que puxar e ajudar com a mão para os outros aparecerem). Em matéria de fazer beicinho, estou ficando craque.
Também faço um complemento de fisioterapia no joelho enquanto estou em casa, com pisadas no “pufe da Bete” duas ou três vezes por dia e gelo por 20 min de quatro a cinco vezes diárias. Nos fins-de-semana, a terapeuta recomendou que eu procure fazer, também, os alongamentos que faço lá (se eu conseguir me lembrar direito).
Velhice é fogo! Enferruja, começam a aparecer coisas do arco da velha, cada dia mais.
Escrito por J.Celso às 10h10
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