Festa da ENE-67
Na última semana, como previsto, comemoramos 40 anos de nossa formatura na ENE. Na noite de 9, realizou-se uma jantar dançante no Hotel Intercontinental (São Conrado-Rio), antecedido por um coquetel à beira da piscina (não choveu) e uma solenidade que começou com o Hino Nacional, passou por discursos e homenagens a antigos professores e colegas falecidos, a nominata dos formando ainda vivos, tudo entremeado por números musicais de extremo bom gosto.
A comissão organizadora se superou, tivemos uma festa acima da melhor expectativa. Perfeita em todos os aspectos, com palavras de louvor em especial para Adilson Laranja e sua esposa, que também atuou como condutora, a mestre-de-cerimônias.
Fora acertado homenagear nossos antigos mestres na pessoa de Jacob Palis Jr., que nos ensinara Geometria Analítica a todos (primeiro ano, primeiro semestre). Abel Klein, que confessou não ter sido engenheiro em momento algum (nem se inscreveu no Crea), veio alguns dias antes ao Brasil (mora e ensina em Irvine-CA, USA) para manter um encontro com Jacob que, infelizmente, viajaria na quinta-feira, 8, a Paris para participar (ou presidir) um evento. Coube a Abel fazer o discurso em sua homenagem. Presente esteve o antigo diretor, Afonso Henriques de Brito. Karlheinz Blutaumuller foi o orador da noite, atualizando o discurso com que concorrera, em 67, mesmo porque nosso orador de então, Antônio Carlos Porto, não poderia comparecer. Também foram homenageados nosso Patrono, Celso Furtado, e nosso Paraninfo, Padre Hélder Câmara.
Fora do programa inicial, Pedro Cataldo dirigiu algumas palavras em nome dos estrangeiros, que estudaram e se formaram conosco graças aos Convênios entre os países que permitia isso. E eu também pedi a palavra para dizer mais ou menos as memórias que pusera aqui antes, em três pílulas (falei um pouco mais).
Ficamos lá até depois de 1 da matina.
No domingo, quase todos estávamos no Marapendi (Barra) para um churrasco que foi além das 18h00 (quase que perco o avião de volta). Muitos foram somente ao churrasco e destes, não mais de 10 foram somente ao jantar, pelas mais diversas razões. Evidentemente, um ambiente descontraído, menos formal, onde se podia beber um pouquinho mais que na sexta.
Dos eletrônicos, 7 fomos ao jantar (Abel, Arnaldo, David, Henrique, Izaquiel, eu e Sady) e desses somente Arnaldo e Izaquiel não estavam no domingo, porém lá estavam: Artur, Boris, Gilberto, Ferraço, Mollica, Leibich, Mario Vaz, Osvaldo, Paulo Roberto, Stênio e Wilson Alves, 16 ao todo, de uma turma de 44 dos quais sabe-se ou se supõe que uns 6 já fizeram a grande viagem sem volta. O percentual deve ter sido mais ou menos esse para cada especialização. A alegria reinou e os planos para um próximo encontro já começaram, embora um desse porte só deva acontecer aos 45 ou 50 anos, posto que Sérgio Diláscio Teixeira esteja pensando na festa dos 80 anos.
Um dos nossos olegas, ausente, Alberto Fajerman, ofereceu duas passagens para Buenos Aires, pela sua TAM, sorteada para Frias, que não estava presente (mora na Bahia, parece), porém pagara as cotas, pois pretendia confraternizar. Outros que não puderam ir e avisaram seus motivos impeditivos devem ter a grana devolvida, mas vamos todos (essa a promessa) receber a reportagem completa, com fotos e textos lidos. Não sei se as fotos que enfeitaram as duas ocasiões também serão enviadas.
Depois eu conto.
Escrito por J.Celso às 22h57
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