Nostalgia e projetos
Nessa época do ano, as emissoras de televisão fazem retrospectos e trazem a nossos lares o que se passa pelo mundo. Algumas vezes, dá-me a impressão de cenas déjà-vues, ou seja, podem perfeitamente serem do ano anterior ou de uma década atrás.
Porém, a quem já teve a oportunidade de viajar a lugares como Paris ou Roma, por exemplo, sobra aquela sensação de "reconhecer" o que já conhece ou comparar a imagem mostrada com aquela guardada na memória (que diferença existe?).
Já tive a felicidade de ir a Paris várias vezes, a primeira (1968) de passagem em um fim de sexta-feira, cruzando a cidade de ônibus, saindo de Le Bourget, um aeroporto hoje não mais em operação (onde desembarquei chegando de Schipol, Amsterdam), com destino a Orly, de onde voltaria para o Brasil.
Muitos anos depois, em 1990, retomei o prazer de visitar a cidade, o que refiz em 1992, 1993, 1994, 1999 e 2000, em todas elas, indo a Paris, isto é, não meramente passando por lá. Posso dizer que conheço bem a cidade, capaz de me orientar e servir de cicerone.
Mesmo assim, a cada nova visita, sinto que ainda há muito a conhecer e descobrir. Além da satisfação de voltar a locais já visitados. Por exemplo, sempre fica para "a próxima" a ida a La Défense.
Por outro lado, sempre me pergunto se não seria aquela a última vez que vejo a cidade, por mais que os motivos sejam distintos do que Van Jonhson teve no famoso filme.
Hoje, me dei conta que ainda não passei um réveillon lá Estive em Paris, em junho, outubro, agosto, fevereiro, fevereiro de novo, mais uma vez em agosto e em setembro; pela ordem, verão, outono, verão, inverno, inverno, verão e verão. Certamente, as viagens no verão foram de férias ou em turismo (menos a de 1968). As de inverno e outono, de outra parte, "a serviço" (mesmo sem diárias), a caminho de Genebra ou Helsinque (1993). A viagem pendant le printemps ainda não aconteceu.
Pude me lembrar dos versos inspirados de Victor Hugo: "L´aube est moins claire, l´air moins chaud, le ciel moins pure", faltando ver se "les peupliers, au bord des fleuves endormis, se courbent mollement comme de grandes palmes" E se "le jour naît couronnné d´une aube fraîche et tendre, le soir est plein d´amour; la nuit, on croit entendre, a travers l´ombre immense et sous le ciel béni, quelque chose d´heureux chanter dans l´infini" (L´Automne e Le Printemps, Victor Hugo, Toute la Lyre).
É, convenço-me que ainda preciso voltar a Paris, nem que seja a caminho de destinos outros não visitados ou a serem revisitados. Dentre os primeiros, Grécia, Espanha e Portugal; dos outros, as inesquecíveis Suíça e Holanda.
2009 me espere para gastar o novo passaporte, que tirei em 2003 ou 2004 e permanece sem uso por enquanto!
Escrito por J.Celso às 22h55
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Mensagem de fim de ano 2008/2009
Há "trocentos" anos, perdi o hábito de enviar mensagens natalinas, embora reconheça que estou deixando de cumprir uma obrigação, ou um costume, social. Em particular, neste 2008, passei um tempo feliz, quem sabe, fruto e decorrência dos muitos votos recebidos um ano atrás de queridos amigos. Alguns desejos meus não se realizaram, é verdade. Provavelmente, não fiz por merecer ou Deus sabe que eu não estou ainda pronto para tanto. São coisas que ficaram para depois, se Ele quiser e quando Ele quiser. Qualquer que seja seu credo (ou mesmo que você não tenha nenhum), acredite que eu rezo diariamente por algo como: PAZ e FRATERNIDADE AMOR entre os homens (e, claro, entre eles e suas mulheres) TRANQÜILIDADE DE ESPÍRITO JUSTIÇA NO MUNDO (notadamente quando for dando provimento a nossas postulações) Ou, na canção antiga, MUITO DINHEIRO NO BOLSO e SAÚDE PARA DAR E VENDER (isso me faltou, um pouco, neste ano que se encerra). É o resumo de meus Votos da estação a todos vocês e seus entes queridos, retribuindo os Votos já recebidos.
Escrito por J.Celso às 12h03
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