Hier encore...
J´avais vingt ans ....
Já pus aqui um soneto de um padre cearense que diz, no final:
"E eis que chega a velhice, de repente,
Desfazendo ilusões, matando enganos.
Aí, nós enxergamos, claramente,
O quanto a existência é rápida e falaz
E vemos que acontece, exatamente,
O contrário dos tempos de rapaz:
Os desenganos vão conosco à frente
E as esperanças vão ficando atrás."
Pois é, minha velhice física está cada dia mais evidente, posto que a biológica houvesse chegado antes.
Já fazia parte de minha vida ter cardiopatia coronariana, apnéia obstrutiva do sono e artrose.
Agora, meio que de repente, me descubro: diabético, portador de uma enorme úlcera de estômago (que "dormia" havia uns bons três anos), cálculo em um rim e um cisto no outro, gordura no fígado (esteatose hepática) etc. e as dificuldades de locomoção resultantes do pós-operatório da segunda videoartroscopia meniscal, sem falar na catarata eliminada há quase 2 anos.
Quando tive meu IAM (aos 38 anos), aprendi "tudo" sobre infarto e doenças coronarianas, reaprendi a viver e a me alimentar melhor. Sobretudo, a não me preocupar com as coisas que não estejam a meu alcance mudar.
Estou, agora, lendo sobre diabetes: controle, tratamento, alimentação, exercícios, sedentarismos, etc. já que não posso mudar a genética e a hereditariedade.
Quanto ao coração, era algo previsível, pela tradição familiar: avós, tios, pai, todos morrendo de infarto agudo do miocárdio (o "A" de minha doença é de "Antigo").
Diabetes, nem sei que antecedentes familiares existissem. Não me lembro de ver meu pai ou minha mãe (ou os avós e tios) relatarem diabetes - podiam ter sem nem saber - O caso familiar conhecido é de uma prima, que sofre (tipo 1)desde os 10 ou 11 anos. E já está com mais de 60.
Assumo o sobrepeso, a obesidade, e o sedentarismo. Porém minha alimentação não é abusivamente rica em açúcares (até cafezinho e sucos só tomo sem açúcar - nem adoçante).
Se cerveja e vinho fossem ou forem desencadeadores de diabetes, eu poderia atribuir-lhe a origem. Venho controlando a glicemia há quase 26 anos, com exames de sangue periódicos pedidos pelo cardiologista que me acompanha desde 1983.
O fato é que a "máquina" enferrujou com a idade. Para (sem mais o acento diferencial) de funcionar sem erros ou panes.
Tenho que mudar para óleo SAE 60 ou 80!
Escrito por J.Celso às 22h33
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