Envelhecendo....
Aos 64 anos, sinto os efeitos da idade em vários aspectos. A saúde está se deteriorando, exigindo tratamentos e remédios aos quais sempre fui arredio. Nem mesmo o fato de ser cardiopata desde os 38 anos (quando sofri meu infarto agudo – hoje, antigo – do miocárdio) me fazia tomar medicação. Lembro-me que fui parando de tomá-la aos poucos, um dia por esquecimento e outros por vontade de testar se fazia falta. Sempre que voltava ao consultório do médico - e ouvi-lo dizer que eu estava muito bem -, à pergunta “e os remédios?”, eu respondia: “aqueles que o senhor prescreveu” para ouvir dele “então continue tomando, que estão dando bom resultado” (isso há 26 anos). Um dia, talvez dois anos depois, criei coragem e confessei que não tomava os remédios havia bem mais de 1 ano. Dr. Juan não perdeu a pose, e decretou “pode parar, porque não está fazendo diferença”. É verdade que meu colesterol alto (ma non troppo) me leva a tomar remédios, já tendo experimentado uns quatro produtos, que produzem efeito redutor durante algum tempo. O último deixou de dar resultado há mais ou menos um ano. Estou apenas acabando com a caixa aberta (e que ia acabar a validade). Desde 2007, contudo, descoberta a artrose que já me rendeu duas cirurgias nos meniscos mediais internos, fiquei sabendo que eu tinha uma úlcera (que nunca me incomodara muito), e uma diabetes mellitus tipo 2 (carência relativa de insulina) se instalara insidiosa. O cálculo renal é um detalhe passageiro e menor. Ah e eu que pensara que meu mal maior era de outra ordem! Repito que o único lucro recente foi com a operação de catarata (2007) que me permitiu abandonar os óculos que me acompanhavam desde a juventude. Farei uma terceira videoendoscopia digestiva alta em breve. De acordo com o resultado, o gastroenterologista é capaz de querer me operar (não sei se vou concordar). O endocrinologista, por sua vez, parece que está satisfeito com o tratamento que fez minha glicemia pós-prandial – 2 h após o jantar - estar baixa (acabo de medir: 99). Em maio, farei uma medição da hemoglobina glicada. Ele disse que meu metabolismo é que estraga tudo, com o fígado produzindo muita glicose, inclusive enquanto durmo (ele atribui ao metabolismo também meu colesterol alto). É, o que não tem remédio, remediado está.
Escrito por J.Celso às 21h56
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