Atualizando atrasado
De repente, já estamos no fim da metade do ano. Sem nos darmos conta, vai-se 2009. E conseguimos sobreviver, mesmo com tudo o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Inclusive, a lentidão do Judiciário, que adia muitas justiças. Alguém (Ruy?) já disse que “quando a Justiça tarda, já falha”. Tenho um processo (de extrema “repercussão pessoal”) parado há quase 3 anos no STF. Uma vez ou outra me pergunto se ele não sumiu em meio aos trocentos volumes dos autos do Mensalão, tão mirradinho é ele, com menos de 150 páginas. Outro, igualmente de repercussão pessoal, foi julgado em maio, mas sequer já saiu publicado o Acórdão, para iniciar-se o prazo recursal (temo que, apesar dos compromissos assumidos pelo Advogado-Geral da União junto ao Presidente do CNJ, vai ser interposto REsp). Sem falar naqueles outros que estão para ser sentenciados há mais de 3 anos (não sei se os juízes entendem que, antecipada a tutela, a pressa acabou). Ontem, graças a Deus, mais um chegou ao fim, com seu trânsito em julgado, o prazo recursal tendo transcorrido in albis para a outra parte. A saúde vai bem, obrigado, com a barriga diminuindo, mais e mais, a cada dia de dieta. Os cintos já não têm onde fazer furo novo. As calças e bermudas (inclusive as mais novas, compradas depois do carnaval) saem do corpo sem precisar desapertar o cinto. Quando setembro chegar, vou saber quantos quilos perdi desde maio (recuso-me a antecipar a surpresa). Quanto à úlcera, vou ficar sabendo de sua regressão um mês antes, no começo de agosto (nova videoendoscopia digestiva alta – VEDA). A diabetes tipo 2 vai ficando controlada, embora a glicemia em jejum não esteja abaixo de 100, como seria desejado. A artrose ameaça voltar a dar sinal de vida, e eu não tive tempo, ainda, para ir ao médico. Nem para saber o resultado da polissonografia feita em 30 de maio. A vida tem me trazido satisfações aos poucos. Na última semana, recebi exemplares da revista do TRF1 contendo um artigo de minha autoria sobre a questão de quanto tributar nas complementações de aposentadoria pagas pelas entidades privadas de previdência complementar (os fundos de pensão). Seria interessante que sua leitura fosse feita pelo relator de uma apelação cível interposta pela Fazenda Nacional, bem como pelos doutos juízes que ainda estão ruminando sem sentenciar. Em breves dias (começo de julho), espero receber a Via Legal, do CFJ, que deve trazer uma entrevista comigo. Não é nada, não é nada, vai ver, não é nada mesmo. Faltando tanto tempo, começo a me preocupar com as eleições de 2010. Não tenho em quem votar. Os candidatos que estão em campanha, francamente, nenhum deles vai receber meu voto. No tempo das ditaduras militares, pelo menos, nós eleitores estávamos sem culpa pela escolha. Deus se apiede de nós, que não sabemos votar, como vaticinou Pelé!
Escrito por J.Celso às 10h59
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